terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A paixão por colecionar: de imãs de geladeira a carros antigos



Eduarda Rosa
Colaboração: Maryuska Pavão
Colecionar. Pode ser um hobby, uma mania, uma paixão, um capricho ou até um estilo de vida. As coleções podem ser de objetos pequenos como selos, bichinhos de pelúcia, peixes ou livros, até carros e cavalos, por exemplo. E o Dourados News conheceu algumas pessoas que têm coleções diferentes.

 
A amiga Lolita fez um suporte acomodar o livro na cadeira - Fotos: Eduarda Rosa
Cadeiras. Esta é a coleção das professoras, Andréia Queiroz Alves e Tereza Bressan de Souza, que sonhavam em ter uma livraria, e ao conseguir realizar este sonho, em novembro de 2010, tiveram a ideia de restaurar cadeiras para colocar nela, pois assim ficaria mais aconchegante. Andréia pegou algumas cadeiras velhas que tinha em casa e começou a restaurá-las, mas como já se aproximava a data da inauguração da livraria reuniu oito amigas e pediu para que cada uma contribuísse com sua criatividade.
As oito cadeiras estão na livraria e são um charme a mais, além de tornar o local acolhedor, para quem quiser dar uma espiadela nos livros antes de adquiri-los. “Muitas pessoas que entram aqui querem comprá-las, mas a gente não vende, pois faz parte da nossa história, contudo uma das amigas que confeccionou uma das cadeiras gostou da coisa e agora faz para vende”, conta Andréia.
A cadeira com capa de jornal foi produzida pela amiga Ely
 
Com crochê a amiga Cida enfeitou uma das cadeiras
 
Feita pela amiga Sibele
 
Confeccionada pela amiga Ana Tereza
 
A amiga Nélida usou o fuxico nesta cadeira
 
Confeccionada pela amiga Maria Eugênia
 
Já amiga Ana enfeitou com laços e mensagens em inglês esta cadeira
 
Jacira com um de seus bibelôs - Fotos: Eduarda Rosa
Jacira Cordeiro da Silva também é criativa e usa de suas habilidades de artesã para decorar e encher de detalhes sua casa, assim ela não coleciona apenas um tipo de objetos, mas vários tipos, sendo uma colecionadora de coleções. Por trabalhar com objetos artesanais há mais de 20 anos guarda exemplares de suas produções tanto como vitrine como de lembrança.
Ela tem pela casa potes enfeitados com biscuit, imãs de geladeira, lembranças de casamento, aniversários e outros eventos, além de uma infinidade de miniaturas, “meus preferidos são os bibelôs, destes eu tenho muito ciúme, não dou para ninguém!”, destaca ela. Lembra também que suas coleções sempre aumentam, pois amigos, filhos e parentes sempre a presenteiam com esses objetos.
 
 
 
Zé Passarinho com sua caneta mais diferente - Fotos: Maryuska Pavão
Já José Altino Filho, mais conhecido como “Zé Passarinho”, preferiu escolher um tipo só de objetos, ele tem mais de quatro mil canetas, vindas de todos os cantos do país. Segundo ele a primeira caneta que iniciou a coleção, foi uma da coca-cola. “A primeira caneta ganhei de um amigo que viajava o estado, e quando vi já estava com um monte”, disse.
Uma das mais diferentes é uma que lembra um bastão de madeira, com o símbolo do Corinthians. “Essa uma das que eu mais tenho ciúmes, é uma das mais bonitas” brinca.
No dia reportagem uma coisa que chamou a atenção, foi que em sua coleção Altino não tinha a famosa Bic, essa que é possível encontrar em qualquer escritório, casa. “Por ser tão popular, nunca me interessei em acrescentar na coleção”, explicou. A reportagem para colaborar com a coleção de seu José, o presenteou com uma caneta ‘Bic’.
Zé Passarinho com a caneta ganhada da reportagem do Dourados News
 
 
 
 
Ilza Rocha Mazzini com um de seus chaveiros preferidos - Fotos: Eduarda Rosa
Dona Ilza Rocha Mazzini também se dedicou a guardar itens do mesmo tipo e colecionou por cerca de 40 anos chaveiros de diversos tipos. Ela começou a colecionar os chaveiros em uma época em que eles eram novidade e difíceis de serem encontrados. “Faz oito anos que parei de colecionar, mas durante o tempo que os juntava os amigos sempre que ganhavam um me davam”, disse ela.
Sua coleção tem cerca de 400 chaveiros, são em sua maioria de propagandas e ganhou o suporte para por os chaveiros de um Frei, que achou a coleção muito interessante. O que ela considera o mais raro é o do Grande Hotel, da época em que Dourados ainda pertencia ao estado do Mato Grosso.
 
 
 
 
 
Coleção de moedas - Fotos cedidas pelo entrevistado
O jornalista Helton Costa foi mais longe no passado e coleciona cerca de 300 peças entre moedas antigas e itens ligados a 2ª Guerra Mundial. “Eu tenho uma coleção de moedas antigas do Brasil por ano. São moedas de vários valores, pelo menos uma de cada ano, mas ainda faltam algumas para completar a coleção, da década de 1910. Essas moedas eu herdei do meu pai, pois quando ele era jovem, era Hip e fazia brincos com essas moedas. Ele as buscava no interior de São Paulo e algumas ele guardava. Assim, com o tempo, ele passou em um Concurso da Polícia Militar e teve que abandonar a vida de hip, daí ele passou as moedas para mim”, relembrou o jornalista.
Helton conta que as moedas que mais gosta são as do período da década de 1940, que são muito significativas para ele, pois remetem a sua outra paixão, que é a Segunda Guerra Mundial, principalmente a parte em que o Brasil lutou na Itália. “As que mais valorizo são as de 1942-45, que foi o período de guerra. Gosto também da moedinha de 1986, que foi o ano que nasci”, destaca.
 
Um dos locais que Helton Costa visitou na Itália, chamado Veviano di Rossi, onde morreram dois sul-mato-grossenses. As placas na parede são homenagens à eles. Nessa Igreja também foi negociada a rendição de 15 mil alemães aos brasielros da Força Expedicionária Brasileira - FEB.
Esse amor pelos assuntos ligados a 2ª Guerra levou o jornalista a outra coleção: de pedras de localidades onde aconteceram as principais batalhas do Brasil. Ele teve a oportunidade de ir até os locais na Itália e trouxe uma pedra de cada um. “Ainda faltam algumas pedras para completar, mas quando for de novo completo o restante. Além dessas ainda tenho outras coleções como DVD’s sobre o assunto, jornais daquela época, revistas da década de 70, miniaturas de caças, e outros”. Lembra que suas primeiras peças foram às moedas e dentre elas a mais antiga que é de 1889 com o Brasão do Império. Mas sua coleção começou por simples curiosidade e quando viu já tinha um monte de itens, que adquiriu em sebos, em antiquários e pela Internet.
 
A moeda maior é de 1889
 
Cada pedra é de uma localidade italiana
Famoso Zerinho Japonês com motor Mitsubishi (A6M Mitsubishi). Aviões como esses atacaram Pearl Harbor.
Messerschmitt Bf 109 alemão, utilizado nas batalhas da Europa
Adriana com um de seus carros - Fotos: Eduarda Rosa
Mas para a acadêmica de enfermagem, Adriana Batista Sorensen, colecionar peças pequenas é fichinha, pois ela se desdobra para conseguir espaço para guardar sua coleção de 33 carros antigos.
Sua coleção começou com um sonho de consumo “ah, eu sonhava em ir para a faculdade com um Fiat 147, aí o meu marido me deu de presente”, contou ela. A partir daí ela não parou mais e hoje são oito Fiat 147, 10 fuscas, fora um Calhambeque; uma Limosine Super Salon; um Fiat Coupê, um Jaguar 1987; uma BMW 1986; um Landal, 1979; Mercedes Benz, 1975 e 1970; um Fiat 124 Spyder 1969, um Aero Willys, 1969; um Austin, 1951, uma Ford pick up, 1929; entre outros.
Ela tem ciúmes de todos, não tem um preferido, mas o Fiat 124 é só ela quem dirige “ele é o mais difícil de ser encontrado de toda essa coleção, então não gosto que quando está no lava rápido fiquem abrindo e entrando, só quando eu estou junto”, disse a proprietária ciumenta.
Uma data marcante para Adriana foi a primeira exposição de carros antigos que participou, no 7º Encontro de Ivinhema-MS, “chegamos lá a base de fogos de artifícios e buzinas, com cinco Fiat 147, o Fusca Pink e o Fordinho 29, ninguém nunca tinha chegado com cinco Fiat 147, foi inesquecível!”, ressalta ela.
E há dois meses a colecionadora ciumenta decidiu proporcionar a outras pessoas também a oportunidade de andar em seus carros, ela começou a alugá-los para eventos como casamentos, formaturas, aniversários, festa de debutantes, bodas e para sessão de fotos. (Para entrar em contato com Adriana ligue: 9927-6161)
 
 
O Fiat 124 é o que ela tem mais ciúmes!
 
 
 
 
 
 
O carro mais antigo da coleção é o o Ford pick up, 1929.

Originalmente publicada em: http://www.douradosnews.com.br/dourados/a-paixao-por-colecionar-de-imas-de-geladeira-a-carros-antigos 

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