segunda-feira, 27 de junho de 2016

Com jogos, professora ensina matemática e aumenta rendimento em sala

Por: Eduarda Rosa | Postado em: 27/06/2016
Érica Melissa Ottersbach é mestre pela UEMS
Aprender a calcular uma equação matemática pode ser difícil para alguns alunos e fácil para outros. Então, para diminuir estas dificuldades, a professora Érica Melissa Ottersbach experimentou o uso de jogos no ensino de equações de 1° grau e teve bons resultados, provocando a melhora na aprendizagem e no rendimento dos alunos. A pesquisa foi desenvolvida no Mestrado Profissional em Matemática (ProfMat), na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS).
Equações “são igualdades que contém pelo menos uma letra, chamada de incógnita, que representa um número desconhecido”, segundo definição do livro Tudo é Matemática (DANTE, 2009). Por exemplo: x + 5 = 15 | x = 15 – 5 | x = 10.
A mestre, orientada pela professora Drª. Maristela Missio, aplicou dois jogos com a turma do 7º ano, do período matutino, de uma escola estadual de Dourados: "Jogo das Equações" (um quebra-cabeça) e "Labirinto das Equações" (jogado no computador).
Conforme explica Érica Ottersbach, "O jogo das Equações" se trata de um quebra cabeça que possui equações que podem ser alteradas conforme a necessidade. As peças devem ser montadas de maneira que ao final de sua execução, forme um quadrado, formado por 16 quadrados menores, que se encaixam formando um quadrado de 4 por 4.
No primeiro momento da execução do jogo, o aluno deve construir o quadrado com as equações para em seguida recortá-lo. Feito isso, as peças devem ser embaralhadas de maneira que o aluno construa novamente o quadrado a partir das equações, resolvendo as equações e encaixando no seu resultado.
“Observei, que com a aplicação dessa atividade lúdica, os educandos foram obrigados a trocar o comodismo de apenas copiar a matéria no caderno, para discutirem, entre si, como eles poderiam resolver aquelas equações”, observou a professora.
Também foi aplicado o "Jogo do Labirinto das Equações", que por se tratar de um jogo tecnológico, foi executado, individualmente, na Sala de Tecnologia Educacional. O jogo tem por finalidade que o aluno resolva a equação rapidamente, onde o objetivo do jogador resume-se em prosseguir no labirinto, levando o menino para o labirinto seguinte, isto levando em conta o tempo em que as respostas possíveis ficam disponíveis na tela.
Antes da professora aplicar os jogos, o conteúdo de equação de 1º grau foi lecionado de forma tradicional e após este momento os alunos passaram por uma avaliação, que resultou em apenas 25% da sala com notas acima da média. Após as experiências nos dois jogos foi aplicada uma nova avaliação e nesta, 62,5% dos alunos ficaram com notas acima da média.
“Com os resultados, comprova-se que as atividades lúdicas podem, sim, serem eficazes ferramentas auxiliares dos educadores na hora de lecionar o conteúdo de equação de 1º grau com uma incógnita, pois os números mostram que os alunos tiveram uma melhor absorção do conteúdo estudado”, conclui a mestre.
Para acessar o jogo Labirinto das Equações entre no endereço: https://sites.google.com/site/profclarissamat/labirinto-das-equacoes
Para conferir as instruções do Jogo das Equações acesse: http://profmatjeane.blogspot.com.br/2012/09/jogo-das-equacoes.html

Produzido pelo Projeto Mídia e Ciência UEMS/Fundect

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Piadas podem ser aliadas nas aulas de Português, mostra pesquisa da UEMS

 Por: Eduarda Rosa | Postado em: 20/06/2016
Professor Edvaldo Moraes durante aula
Aprender com humor é muito mais divertido. Uma pesquisa desenvolvida no Programa de Mestrado Acadêmico em Letras da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), em Campo Grande, constatou que piadas podem ser um ótimo recurso no ensino da Língua Portuguesa.
O trabalho foi realizado pelo Mestre em Letras, Edvaldo Teixeira Moraes, sob orientação da professora Elza Sabino. As primeiras experiências foram feitas com duas turmas do Ensino Médio, da Escola Estadual Etalívio Pereira Martins, na cidade de Rio Brilhante/MS, no segundo semestre do ano de 2014. O pesquisador continua aplicando a metodologia nas turmas que leciona.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Tocha Olímpica será conduzida por representantes da UEMS

Por: Eduarda Rosa | Postado em: 08/06/2016
A Tocha passará pelo MS nos dias 25, 26 e 27 deste mês
O Brasil sediará os jogos Olímpicos, de 05 a 21 de agosto, mas até esta data a Tocha Olímpica continua a viajar por todos os estados brasileiros e passará pelo Mato Grosso do Sul nos dias 25, 26 e 27 deste mês. A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) será representada pelos condutores, Erivaldo Bezerra, André Luís da Silva Lima e Amélia Leite de Almeida, que terão a oportunidade de participar do revezamento.
#Superação
Aluno do 4° ano de Pedagogia da UEMS em Dourados, Erivaldo Bezerra, 35 anos, é exemplo de superação. Além de ser escolhido pela Nissan para conduzir a Tocha Olímpica, o acadêmico tem como última conquista o 3° lugar no concurso para professor da Prefeitura Municipal de Dourados. Mas há oito anos o cenário era bem diferente, pois Erivaldo era dependente químico.
“Perdi tudo e todos por conta da dependência da droga, hoje estou livre deste vício, me casei, tenho uma filha, uma casa, estou terminando o curso de Pedagogia, sou pastor e também estou ajudando outras pessoas com palestras e orientações. Com tudo isto, aprendi que não sabia viver, muitas vezes não conhecemos a capacidade que temos”, contou.  
Erivaldo está muito feliz por ter sido selecionado, “nunca poderia imaginar que um ex-dependente químico poderia representar uma Universidade do porte da UEMS num evento como o revezamento da tocha, fico muito honrado! Se o espírito Olímpico é sinônimo de superação eu me considero medalha de ouro, pois para sair da vida que estava foi uma trajetória muito sofrida e dolorida!”, finaliza.
 Erivaldo com a família
#Bandeira
André Luís da Silva Lima, de 24 anos, que mora em Campo Grande, e se formou na UEMS no final do ano passado, na licenciatura em Geografia. Hoje atua como professor de uma escola particular na Capital. Para conduzir a Tocha, ele participou de uma promoção da Coca Cola, em que teria que contar uma história relacionada aos jogos olímpicos.
André Luís, que participa de corridas de rua desde 2009, se lembrou de um episódio vivido na Volta das Nações em que participou em 2013. Segundo ele, desde que começou a correr carrega uma pequena bandeira do Brasil, em homenagem a Van­derlei Cordeiro de Lima, atleta brasileiro que na maratona dos Jogos Olímpicos de Atenas (2004) liderava a prova até o quilômetro 36, quando foi agarrado por um ex-padre irlandês. Vanderlei contou com a ajuda de um espectador grego para se livrar do agressor e concluir a corrida. Não em primeiro, mas em terceiro. Na finalização da corrida Vanderlei levava a bandeira brasileira.
Inspirado pela história, em 2013, André Lima participou da Volta das Nações levando a bandeira brasileira, mas nesta edição algo diferente aconteceu, pois o padrinho da corrida era Van­derlei Cordeiro. André não ficou entre os primeiros, mas ficou atento a outra oportunidade, pois na cerimônia de premiação Vanderlei Cordeiro de Lima estava sem sua bandeira e pediu uma emprestada. Mais que rápido, André jogou a sua, “ele ficou a bandeira o tempo todo e depois me devolveu autografada, guardo ela com carinho”, contou o egresso da UEMS.

André com a bandeira autografada
Sobre a oportunidade de conduzir a tocha, ele disse se sentir presenteado, “pois é um presente no mês do meu aniversário. Sou de Campo Grande, mas vou conduzi-la em Rio Brilhante no dia 26 de junho. É uma alegria também poder presentar a UEMS. Fui acadêmico por quatro anos e participei de muitos movimentos em defesa da Universidade e do fortalecimento da Unidade Campo Grande”, enfatizou.
#Trabalhos voluntários
A outra selecionada é a servidora aposentada da UEMS, Amélia Leite de Almeida, de 64 anos, que atuou na Universidade como técnica administrativa de 1998 a 2010, na implantação e chefia da Divisão de Inclusão e Diversidade.
Ela foi indicada pelo Bradesco, por meio de amigos que a inscreveram e contaram sua história de atuação em trabalhos voluntários. Amélia é uma ativa participante em trabalhos de educação especial com pessoas com deficiência, e atualmente com idosos e na Toca de Assis, em Dourados.
Amélia sempre fez atividades físicas, mas só começou a correr efetivamente após se aposentar. Hoje ela já corre meias maratonas (21 km), em 1h30, e se prepara para maratonas, com duração de cerca de 4h. Ela treina com vários grupos de Dourados, participa de atividades de Ioga e pilates, servindo inclusive como exemplo para jovens atletas.
“Fiquei muito feliz pelo reconhecimento do trabalho. Também poderei representar a UEMS, pois por onde passamos fazemos história e sempre estive ligada à educação pública, seja como estudante da educação básica ao doutorado, como professora no ensino fundamental e como servidora na UEMS. Além de ser uma oportunidade única, pois nunca imaginei que fosse carregar a tocha olímpica. Entre 12 mil pessoas eu fui escolhida e o mais gostoso é que não fui eu que fiz a inscrição, foi um grupo de corredores amigos meus”, ressaltou.
Amélia durante treinamento

Tocha Olímpica
A Chama Olímpica é um importante símbolo dos Jogos. Representa a paz, a união e a amizade. A tocha, por sua vez, é usada para passar a chama de um condutor para o outro durante o revezamento até o acendimento da pira na cerimônia de abertura.
Entre os principais atributos de inovação da Tocha Rio 2016, estão os segmentos que se abrem, revelando elementos da brasilidade: diversidade harmônica, energia contagiante e natureza exuberante.

(Produzido pelo Projeto Mídia & Ciência UEMS/Fundect)

Publicado originalmente em: http://www.uems.br/noticias/detalhes/tocha-olimpica-sera-conduzida-por-dois-representantes-da-uems-093148

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Em 52 horas, participantes do Hackathon inovam e criam sete aplicativos

Por: Eduarda Rosa | Postado em: 06/06/2016
Vencedores e participantes do evento
Foram 52 horas de maratona de programação de aplicativos que exigiram muito esforço, companheirismo e determinação para concluir o desafio proposto. Ao final do Hackathon Fênix 2016, neste domingo (05), as equipes participantes apresentaram sete novos aplicativos criados para resolver problemas da sociedade, nas áreas de saúde, segurança e prevenção de acidentes.  
O Hackathon, maratona de criação de aplicativos promovida pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), tem o  objetivo de fomentar a pesquisa e a experiência tecnológica, a inovação e o entretenimento digital por meio de experimentos ou projetos. Visa, ainda, compartilhar, apreender e ensinar conhecimento digital, tudo relacionado à informática, à comunicação digital e às novas tecnologias.
O evento premiou os melhores aplicativos. Em primeiro lugar ficou a equipe Cyborgs, composta por Guilherme Pereira (23 anos) - Ciência da Computação (UEMS), José Roberto (42) - Sistema de Informação (UEMS), e Aline Batista (17) - Unigran (Engenharia de Software). Eles ganharam R$600 pelo APP “+ Remédios”, que buscou uma solução prática para quem quer achar a farmácia mais próxima e que tenha o remédio que se procura. 
“Nós fomos os últimos a fazer inscrição, ficamos uma semana procurando pessoas para trabalhar com a gente, e quando chegamos no evento conhecemos a Aline que também estava à procura de uma equipe. O aplicativo foi de um problema prático que eu tive, mas a ideia surgiu aqui mesmo”, disse José Roberto.
1° lugar - equipe Cyborgs

O 2° lugar ficou para a equipe The Stakeholders (Unigran), que ganhou R$400. Os integrantes Flávio Augusto (18 anos), Felipe Rodrigues (21), Junes Anderson (17), Victor Eduardo  (19), Djan Ikeda (26), do 1° ano de Engenharia de Software, criaram uma aplicativo para melhorar a experiência das pessoas com o SUS (Sistema Único de Saúde) ou em hospitais e clínicas privadas.
“Para não ter o trabalho de sair em vários hospitais procurando o que está mais vazio, o aplicativo vai mostrar a avaliação das pessoas que estão lá ou passaram por lá. As pessoas avaliariam na qualidade, quantidade de pessoas na fila.  Isto melhoraria o hospital e a vida do paciente, pois tem um ranking sobre vários quesitos, seria um SAC terceirizado”, explicou Junes Anderson.
2° lugar - equipe The Stakeholders
Em terceiro lugar, a equipe Roda Viva, composta por Lucas Capilé (22), Lucas Silveira (20), Douglas Correia (20), Jonas Forte (21), Gabriel Vital (21), todos de Ciência da Computação UEMS, ganhou R$200 com o aplicativo “Sozinha Não”, que tem o objetivo de ajudar na proteção das mulheres contra a violência.
“O aplicativo faz o cálculo de rota segura (de acordo com índices de ocorrências daquele local), monitoramento da rota por uma pessoa cadastrada, além de ter relatos de mulheres, depoimentos, apoios, telefones de urgência, informações de leis e direitos”, disseram.
3° lugar - equipe Roda Viva
Para Stella Fernanda, Pesquisadora Industrial do Senai e uma das juradas, o evento é louvável para a região, “nós temos poucos eventos sobre inovação como é o caso deste, eles estão desenvolvendo aplicativos para tentar resolver problemas da sociedade, então saíram trabalhos extremamente importantes e eu acredito que serão logo absorvidos pelo mercado”.
O professor Rubens Barbosa, que coordena o evento juntamente com Leandro Pezzin, gerente da Fênix Incubadora, e Janete Soares, Assessora de Inovação e Tecnologia da UEMS, disse que o Hackathon é um evento piloto que tem não só caráter de formação empreendedora, mas também educativa e aconselhou aos participantes que a ideia é fundamental.  “Primeiro: a ideia é fundamental, não se preocupe tanto com a ferramenta; 2°: uma maneira de se ter ideias boas é anotar toda vez que você tiver um problema; e 3°: comece resolvendo na sua localidade, veja se funciona e se resolve o problema”, ressaltou.  
Segundo o participante, Douglas Correia, para o trabalho em equipe no Hackathon é fundamental valorizar a qualidade de cada membro da equipe. “Cada um tem a sua identidade, tem seu valor dentro do grupo, valor que é priorizado. Este trabalho em grupo é essencial, principalmente, naquele momento difícil que você está quase a ponto de desistir de tudo, cansado, é aquela equipe que vai te abraçar e dizer que vamos conseguir terminar o desafio juntos. É você trabalhar não só como uma equipe, e sim como uma família, é se ajudar, trocar ideias, dar opiniões”, relatou.
Para julgar os aplicativos sete jurados do Sebrae, UEMS, Senai, IFMS, UFGD e da comunidade estavam presentes.
O primeiro Hackathon Fênix 2016 foi promovido pela UEMS em parceria com a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Centro Universitário da Grande Dourados (UNIGRAN), Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE).   

Outras ideias
As outras quatro equipes participantes também desenvolveram aplicativos relevantes para a sociedade, confira:
“Foco Zero” - Hello Word Dev Team (UFGD)
O aplicativo foi desenvolvido com o objetivo de denunciar focos de Aedes Aegypti. Assim os cadastrados tiram fotos dos lugares com focos do mosquito, marcam no mapa e os usuários que estão perto do local daquele foco são notificados para tentar solucionar o problema. O APP também propõe um ranking de participação que, conforme as pontuações podem ter descontos em empresas parceiras ou no IPTU.

“BRUMMM” - Gits Grupo de Inovação Tecnológica em saúde (IFMS de Aquidauana)
Com a preocupação de evitar acidentes com motociclistas o aplicativo propõe a rota mais segura, indicando buracos, iluminação, vias mais movimentadas ou com maior incidência de acidentes, tudo cadastrado pelos próprios usuários.
O APP também registraria o tempo do percurso e avaliaria se o motociclista teve ou não um bom comportamento no trânsito – o que geraria pontos e depois poderia ser trocado por serviços na moto.

“Idade Ativa” - CodSec (UEMS)
Um aplicativo para levar idosos a praticar exercício físico. O usuário escolhe o exercício para qual parte do corpo deseja, daí aparecem vídeos para que os idosos possam fazer exercício em qualquer lugar. A plataforma também disponibiliza o contato com especialistas, o objetivo é ter um serviço gratuito e de qualidade à população idosa.

“DescOnto” - Byte (UFGD) 
O aplicativo lista e recomenda órgãos públicos e empresas privadas que oferecem tratamentos odontológicos. A clínica particular cadastrada oferece desconto aos usuários.


Publicado originalmente em: http://www.uems.br/noticias/detalhes/em-52-horas-equipes-do-hackathon-fenix-2016-criam-sete-aplicativos-113318